AL APROVA LEI QUE CRIA “EDUCAÇÃO FINANCEIRA” NAS ESCOLAS GAÚCHAS

O plenário da Assembleia Legislativa aprovou, nesta terça-feira, o ensino da “educação financeira” em salas de aula do Rio Grande do Sul. De autoria da deputada Any Ortiz (Cidadania), o texto prevê a inclusão facultativa do tema nas propostas pedagógicas de escolas públicas e particulares.

Apresentado pela primeira vez em 2015, o PL 231 passou três anos tramitando nas comissões de Educação e de Constituição e Justiça. Aprovado com 34 votos favoráveis e seis contrários, o projeto, que depende da sanção do governador Ranolfo Vieira Júnior para virar lei, torna a educação financeira parte do currículo escolar para crianças e adolescentes, nos ensinos fundamental e médio.

“É extremamente importante que as crianças e os adolescentes aprendam desde cedo a importância da educação financeira para estarem preparados a empreender por conta própria e para o mercado de trabalho, além de se tornarem consumidores mais conscientes e preparados ao buscar o controle financeiro”, afirmou Any Ortiz. “Acreditamos que a educação financeira vai ajudar no combate ao super endividamento, que é um grande problema em todo o país. É o caminho para a liberdade através do conhecimento”, saudou a deputada.

A inclusão da educação financeira no currículo escolar, no entanto, não vai ser obrigatória. De acordo com a parlamentar, as instituições de ensino terão liberdade para aceitar ou não a sugestão de colocar esse tipo de ensino em prática.

De acordo com a deputada, o conteúdo pode ser ensinado por professores de diferentes disciplinas, a serem tutelados pela Secretaria da Educação. “Não será uma matéria a mais. Se trata de um conteúdo que será incluído dentro da grade curricular para ser aplicado de forma transversal dentro do ensino da geografia, história, entre outras disciplinas. Por isso que acredito na importância da qualificação e formação de professores que já atuam na rede de ensino”, concluiu.

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