EMOÇÃO E SIMBOLISMO NA SEXTA-FEIRA SANTA

Com público estimado pela Prefeitura em 10 mil pessoas, foi realizada nesta Sexta-feira Santa a procissão da Paixão de Cristo até o Morro da Cruz, na zona Leste de Porto Alegre. O evento, tradicional no calendário religioso da Capital, não aconteceu nos últimos dois anos, em razão da pandemia. Neste ano, a caminhada teve mudanças em seu formato, que mesmo assim não diminuíram a emoção, tampouco a importância do simbolismo da data.

Entre elas, moradores da região puderam se inscrever para carregar o símbolo até o alto. Cada uma o carregou por 33 metros, em alusão à idade de Cristo quando morreu na cruz. Ao todo, cerca de 70 personagens foram interpretados, entre romanos, tamboreiros e penitentes.

A programação iniciou com uma celebração religiosa no Santuário São José do Murialdo, que atraiu centenas de pessoas. No lado de fora, a movimentação de pessoas foi igualmente intensa.

“Venho aqui há bastante tempo, e o evento tem um simbolismo muito grande. Tivemos dois anos bastante complicados, e poder acompanhar tem imenso significado”, afirmou o jornalista Wagner Figueiredo, que estava acompanhado da esposa, a relações-públicas Rebeca Escobar. “Faz parte do DNA desta região”, reforçou Rebeca.

Uma das grandes mudanças da procissão neste ano foi a realização de um rito cênico ao longo da jornada até o Morro da Cruz, em vez da tradicional Via Sacra. No alto, todos foram recepcionados pela Orquestra de Câmara L’Estro Armonico.

Há 40 anos interpretando a figura de Jesus Cristo, o vereador Aldacir Oliboni classificou a procissão como “um momento de reflexão”. “Estamos trazendo aqui uma mensagem de paz. A Covid-19 mexeu com muitas famílias, e é difícil encontrar pessoas que não perderam alguém. Um dia como hoje também é uma forma de fortalecer nossa fé”, afirmou ele.

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