HOJE TEM AUXÍLIO EMERGENCIAL

Auxílio emergencial: Saiba quem pode receber e o que fazer caso seu pedido  seja negado – Parish & Zenandro

Mais de dois milhões de trabalhadores informais nascidos em julho já podem sacar ou transferir o dinheiro da 5ª parcela do auxílio emergencial a partir desta segunda-feira. Os cerca de R$ 500 milhões foram depositados pelo governo federal em conta poupança digital para este grupo no dia 26 de agosto.

Até agora, o dinheiro só podia ser movimentado por meio do aplicativo Caixa Tem, que permite o pagamento de contas domésticas (água, luz, telefone e gás), de boletos, compras em lojas virtuais ou compras com o código QR (versão avançada do código de barras) em maquininhas de estabelecimentos parceiros.

Além disso, são permitidas transferências instantâneas entre bancos via Pix (exceto para contas de mesma titularidade).

A série de autorizações de retirada da quinta parcela, a primeira das três extras anunciadas pelo governo federal, se encerrará com a liberação para os nascidos em dezembro, no dia 20 (veja abaixo o calendário completo).

GASTO COMO AUXÍLIO EMREGENCIAL ULTRAPASSA AO BOLSA FAMÍLIA E SUPERA EM RS40 BILHÕES

O gasto do governo federal com o pagamento das cinco primeiras parcelas do auxílio emergencial deste ano já superou R$ 40 bilhões, valor do orçamento previsto inicialmente. O benefício foi  prorrogado de quatro para mais três parcelas até outubro, com um aporte de R$ 20 bilhões.

Nesta etapa, foram beneficiadas 35,4 milhões de pessoas, sendo 26,1 milhões inscritas pelo CadÚnico e aplicativo da Caixa, e 9,3 milhões do Bolsa Família. O total de repasse com a quinta parcela foi de R$ 5,4 bilhões.

O gasto também já é maior que o orçamento do Bolsa Família deste ano, de R$ 34,7 bilhões. Para 2022, o Auxílio Brasil, criado para substituir o Bolsa Família, mantém a mesma dotação. A expectativa do governo era ampliar o número de pessoas beneficiadas e aumentar em até 50% o valor pago a cada família a partir de novembro, quando acaba o auxílio emergencial.

Mas o orçamento não prevê espaço para isso, de acordo com o PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual), que detalha a proposta do governo federal enviada pelo Poder Executivo para os Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social para 2022.

Para cumprir o teto de gastos e abrir espaço para o novo programa, a equipe econômica aposta em uma solução para o parcelamento de precatórios, dívidas do poder público com cidadãos e empresas reconhecidas pela Justiça. O desenho do substituto do Bolsa Família precisa ser implementado até dezembro de 2021, porque a lei veda a adoção desse tipo de medida em ano de eleições.

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