O ex-deputado e ídolo gremista Jardel levou mais um cartão vermelho político. O PSD decidiu pela expulsão dele em uma reunião na noite da última segunda-feira (10). Um processo na Comissão de Ética da sigla havia sido aberto após a cassação do mandato parlamentar no final do ano passado, na Assembleia Legislativa.

De acordo com o presidente da legenda, Humberto Chitto, o processo está sendo concluído para que o pedido de desfiliação seja encaminhado ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS). Além disso, Jardel é procurado para ser notificado.

Esperança

O advogado de Jardel, Rogério Bassotto, entrou com um novo mandado de segurança no Tribunal de Justiça gaúcho (TJ-RS) pedindo a anulação da sessão que cassou o ex-parlamentar por 51 votos a 0. Ele alega que não foi notificado para poder realizar a defesa em Plenário.

?O mínimo que se esperava é que ele fosse notificado?, reclama Bassotto.

A Assembleia Legislativa acredita que cumpriu todos os ritos. Após tentativas fracassadas de encontrar o ex-atleta para depor no processo de cassação, intimações foram publicadas em jornais de grande circulação em Porto Alegre e em Fortaleza, onde Jardel estaria.

Processo

A cassação de Jardel estava pronta para ser votada em plenário no dia 5 de julho de 2016. No entanto, uma liminar expedida pelo Tribunal de Justiça gaúcho suspendeu o processo devido à falta do depoimento dele no processo. O pedido foi da defesa do parlamentar. Desde então, o caso foi reaberto pela Assembleia gaúcha, que tentou ouvir o ex-deputado em duas oportunidades. Ele não compareceu.

Os parlamentares votaram a cassação em 22 de dezembro do ano passado, junto à primeira parte do pacote de cortes encaminhado pelo Executivo gaúcho à Casa. Além da perda do mandato, os deputados aprovaram a extinção de 11 fundações e órgãos estatais.

Justiça

Além do processo de cassação, Jardel terá que dar explicações à Justiça. Em dezembro de 2015, o Ministério Público estadual realizou a operação Gol Contra para averiguar indícios de peculato, uso de documento falso, concussão e pertencimento a organização criminosa. Ele foi acusado de ficar com parte dos salários dos assessores, falsificar documentos para obtenção de diárias, manter funcionário fantasma e comprar drogas com dinheiro público.

Fonte: Gaúcha