ENEM NA RETA FINAL

Enem: como usar sua nota em universidades do exterior I Estudar Fora

A segunda fase de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que ocorre neste domingo (28/11), tem 90 questões de múltipla escolha de Matemática e suas Tecnologias e de Ciências da Natureza e suas Tecnologias. Como neste segundo dia de provas o exame envolve cálculos matemáticos, de química e de física, os candidatos podem querer levar lápis, borracha, calculadora ou régua, mas atenção: nenhum desses objetos pode ser usado na prova. O estudante só pode usar caneta esferográfica preta, de material transparente.

Mais do que isso, de acordo com o edital do exame, se algum destes materiais vetados for levado ao local de prova, serão recolhidos e mantidos guardados no envelope porta-objetos, fora de alcance do aluno. Por outro lado, é obrigatório ou recomendado que o candidato leve, no dia do exame, um documento original com foto, álcool em gel (que também será disponibilizado para o candidato higienizar as mãos no local de prova), máscara (caso queira, pode levar máscara extra), um lanche, se quiser e o cartão de confirmação de inscrição. O cartão de confirmação não é obrigatório, mas o Ministério da Educação (MEC) recomenda que o candidato leve uma via impressa. No documento, é possível conferir o endereço onde o exame será aplicado, os horários de abertura e fechamento dos portões, bem como a data de cada prova.

Gabarito oficial

Apenas depois do fim da aplicação, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) irá divulgar o gabarito oficial e os cadernos de questões. A previsão é que o anúncio aconteça no dia 1 de dezembro. O Enem utiliza um sistema de correção chamado Teoria de Resposta ao Item (TRI), conhecido como um método antichute. Assim, mesmo com o gabarito em mãos, não é possível saber a exata pontuação final do exame. Explicações detalhadas do cálculo da nota do Enem estão disponíveis no Guia do Participante.

Na prova objetiva do Enem, a nota não é calculada levando-se em conta somente o número de questões corretas, mas também a coerência das respostas do participante com o conjunto de questões que formam a prova. A TRI estima a dificuldade das questões e avalia o conhecimento dos participantes. Desse modo, estudantes com o mesmo número de acertos na prova podem ter notas diferentes.

Na hora da correção, a TRI vai levar em consideração a coerência da prova, ou seja, é esperado que um participante que acerte questões muito difíceis, acerte também as muito fáceis. Se isso não acontecer, o sistema poderá entender que ele chutou a questão e, por isso, ele vai pontuar menos nessa questão do que aqueles candidatos que tenham mantido uma certa coerência esperada. 

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