REINO UNIDO APROVA VACINA PFIZER E BIONTECH

O governo do Reino Unido anunciou nesta quarta-feira (02/11) a aprovação da vacina para covid-19 produzida em parceria pela Pfizer e pela Biontech e adiantou que ela estará disponível já na próxima semana. O governo comunicou ter aceitado a recomendação da Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA) e que a vacina estará disponível em todo o Reino Unido a partir da próxima semana. O ministro da Saúde, Matt Hancock, declarou à emissora Sky que o governo iniciará um amplo programa de vacinação. A prioridade será dada a grupos de risco, como pessoas idosas. Essa deverá ser a maior campanha de vacinação na história do país, disseram as autoridades de saúde. O Reino Unido já encomendou 40 milhões de doses da vacina, o que é suficiente para vacinar 20 milhões de pessoas. As fabricantes anunciaram uma eficácia de 95% com a aplicação de duas doses em intervalo de três semanas. A medida torna o Reino Unido o primeiro país na Europa a começar a vacinar a população e o primeiro no mundo a aprovar a vacina da Pfizer-Biontech. Já a vacina da Pfizer-Biontech é a mais rapidamente já desenvolvida, com menos de dez meses do início da pesquisa e desenvolvimento até o uso.

GOVERNO CRIA PLANO DE VACINAÇÃO NO BRASIL

O Ministério da Saúde informou que a vacinação contra a Covid-19 deve começar com os profissionais da área de saúde, idosos a partir de 75 anos ou maiores de 60 – mas que vivam em asilos ou instituições psiquiátricas – e com a população indígena. A delimitação do grupo prioritário consta em um plano preliminar, que foi divulgado nesta terça-feira (1) pela pasta, por meio de nota. O ministério prevê quatro fases da vacinação da população, que não vai abranger toda a população brasileira no próximo ano, como já havia sido adiantado. A segunda fase da vacinação será destinada às pessoas que tenham entre 60 e 74 anos. A etapa seguinte prevê a imunização de pessoas com comorbidades que apresentam maior risco de agravamento da doença, como os portadores de doenças renais crônicas e cardiovasculares, cita o ministério. A última etapa deve abranger professores, forças de segurança e salvamento, funcionários do sistema prisional e a população privada de liberdade. A nota do ministério reforça que se trata de “definições preliminares” da estratégia que vai pautar a vacinação da população contra o novo coronavírus.

DOUTOR EM MATEMÁTICA DA UFRGS ALERTA PARA A REVERÇÃO DO COVID 19

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Além de motivar novas restrições pelo governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que classificou o momento atual como uma “segunda onda da Covid-19” no Estado, o crescimento das infecções fez com que a curva de óbitos da doença revertesse sua tendência, apresentando um “pequeno” aumento, avalia o doutor em matemática Álvaro Krüger Ramos, professor do Departamento de Matemática Pura e Aplicada da Universidade Federal do RS (UFRGS). “A grande preocupação que temos em relação aos casos é: Qual será nosso novo auge? O RS superou nos últimos 14 dias o auge de contágios semanais, que teve seu antigo ápice no dia 22 de agosto com 2.272 infectados em um dia. Nos boletins mais atuais, o número ultrapassou os 2,6 mil casos”, comparou. “Observando os óbitos, é possível perceber uma mudança na tendência, que antes era de queda. Voltamos para a estabilidade e agora verificamos um pequeno aumento, ainda não na mesma proporção que os casos, o que é o natural. Primeiro sobem casos, depois a ocupação nas UTIs e aí o crescimento nas fatalidades”, explicou.  O professor da UFRGS garante que no momento é díficil fazer projeções matemáticas e projetar cenários para o RS como havia feito anteriormente durante a pandemia. Segundo ele, isso se dá pela mutação do alfa, indicador utilizado por ele para verificar o comprometimento comportamental da população com as medidas de prevenção: isolamento, distanciamento, máscaras e álcool gel. “Se continuar com o comportamento das últimas três semanas, de um alfa alto, a gente terá no mínimo quatro e cinco semanas em crescimento forte, ou seja o período do Natal deve ser de aceleração nas infecções. Dentro deste contexto, passar o final de ano em família será uma aposta arriscada”, indicou.

Sonho de Natal de Canela chega à 32ª edição com a temática "A Fábrica de  Sonhos" | GZH

SONHO DE NATAL DE CANELA TEM ALTERAÇÕES

Após a classificação em bandeira vermelha para a região da Serra no Modelo Estadual do Distanciamento Controlado, a organização do 33° Sonho de Natal Canela anunciou nesta terça-feira, a suspensão temporária da Parada de Natal e das atividades na Casa do Papai Noel, que funcionava no Multipalco da praça João Corrêa. A medida vigora enquanto a bandeira permanecer no vermelho. Além da suspensão temporária de atrações presenciais, a organização vai reforçar a comunicação visual e sonora no entorno da Catedral de Pedra para evitar aglomerações e inibir a proliferação do coronavírus. Os Agentes de Saúde e da Alegria, um grupo de artistas locais, continuam conscientizando moradores e visitantes a fazerem uso de álcool em gel e da máscara e a manterem o distanciamento social. Com bom humor, os integrantes do grupo conversam diariamente com pedestres que passam pelas ruas centrais de Canela.

HOJE TEM AUXÍLIO EMERGENCIAL

A Caixa deposita nesta quarta-feira as parcelas do auxílio emergencial para 3,6 milhões de beneficiários nascidas em julho. A grana é disponibilizada pelo aplicativo Caixa Tem. O saque em dinheiro para os beneficiários só poderá ser realizado em 15 de janeiro de 2021. Até lá o valor pode ser movimentado por meio do aplicativo Caixa Tem, que permite pagamento de contas e compras. O grupo faz parte do ciclo 5 do programa, com beneficiários cadastrados pelo aplicativo da Caixa e inscritos no CadÚnico, que receberam a primeira parcela de R$ 600 em junho e que vão ganhar tanto o auxílio normal como a primeira parcela do auxílio extra de R$ 300. Ao todo, já foram pagos mais de R$ 265 bilhões do auxílio emergencial para 67,8 milhões de brasileiros, num total superior a 450 milhões de pagamentos.

ONDA DE GAFANHOTOS INVADE O RGS

Nova nuvem de gafanhotos se forma no Paraguai — e dessa vez ela é gigante |  Exame

Pelo menos dois agrupamentos de gafanhotos foram identificados em municípios do Noroeste do Rio Grande do Sul e provocam apreensão na região sobre riscos de ataques a lavouras. Agricultores de Santo Augusto, onde houve registros, temem por danos em lavouras de soja, assim como em São Valério do Sul, onde os insetos também foram avistados. Os primeiros registros de insetos em maior volume foram feitos na segunda-feira (30/11) e aumentaram nesta terça-feira (1/12). Em Santo Augusto os gafanhotos já atacaram árvores e plantas rasteiras. O medo é que os grupos de insetos alcancem lavouras de soja, de acordo com o secretário de Agricultura da cidade, Luiz Bertolo. “Estamos coletando dados e esperando técnicos da Secretaria da Agricultura do Estado para fazer o controle. Há partes do interior do município em que a presença dos insetos já causou danos em várias árvores”, relata Bertolo.

VINÍCOLAS GAÚCHAS COM DIFICULDADES DE ABASTECIMENTO

Às vésperas das festas de final de ano, quando a demanda aumenta para o setor, as vinícolas gaúchas enfrentam dificuldades para suprir o mercado por conta da escassez de insumos. “Além de garrafas de vidro, faltam caixas e rótulos”, explica o presidente da União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra), Deunir Luis Argenta. O problema passou a afetar as empresas em outubro – quando bares e restaurantes voltaram a funcionar – e o resultado será que muitas não conseguirão suprir por completo as encomendas de Natal e Ano Novo do varejo. “Não por falta de vinho e espumante, mas porque, devido à demanda ter sido maior que o esperado durante o ano, os fabricantes de insumo estão com a oferta em baixa. “Segundo Argenta, graças ao crescimento das vendas de vinho nos supermercados no decorrer de 2020 – impulsionadas pela mudança de hábito dos consumidores que em isolamento social por conta da pandemia de Covid-19 passaram a beber mais em casa – o contratempo não irá gerar prejuízos às vinícolas. “Mas as empresas irão deixar de ganhar justamente em um período sazonal de procura”, lamenta, emendando que não tem como mensurar o impacto em quantidade de produtos que deixará de ser entregue aos pontos de venda. A dificuldade de obter garrafas não é novidade, segundo Argenta. “Mas agora o setor está unido para solicitar do governo do Estado algum incentivo para que empresas parceiras se interessem em investir em uma fábrica de garrafas no Rio Grande do Sul”, afirma. Nos últimos meses, a solução de algumas vinícolas foi importar garrafas da Argentina e do Chile.

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