O padre gaúcho que inventou o rádio

Roberto Landell de Moura foi o primeiro cientista a transmitir a voz humana por meio de ondas eletromagnéticas, feito realizado em 1899. Surpreendendo os que duvidavam do êxito de seus experimentos, ele foi o primeiro a transmitir  a voz humana por meio de ondas eletromagnéticas, antecedendo em suas experiências científicas o canadense Reginald Fessenden (1866-1932) e o italiano Marconi (1874-1937). Nascia, no Brasil, o rádio. Segundo Ernani Fornari (1899-1964), um dos seus biógrafos, que teve o privilégio de conhecê-lo em vida, o início das suas experiências se deu entre 1893 e 1894. Três anos antes dos europeus, em 1899, em São Paulo, por meio de seu telephoro, ele atingiu o recorde de transmissão radiofônica, com uma distância de sete quilômetros. O Dia Nacional da Rádio é comemorado em 25 de setembro. A data lembra o nascimento de Roquete Pinto, considerado o “Pai do Rádio Brasileiro”. A primeira transmissão radiofônica no Brasil aconteceu no dia 7 setembro de 1922, na comemoração do centenário da independência brasileira.

PRESIDENTE É SUBMETIDO À CIRURGIA

O presidente Jair Bolsonaro chegou ao hospital Albert Einstein, em São Paulo (SP), às 7h desta sexta-feira (25) para passar por um cirurgia.  Em nota, o hospital diz que “nas próximas horas, ele passará por um procedimento cirúrgico minimamente invasivo para a retirada de cálculo da bexiga denominado Cistolitotripsia endoscópica a laser sob anestesia”.  Há um mês, o presidente confirmou a cirurgia a apoiadores e disse que a pedra é um pouco “maior do que um grão de feijão” e está solta no rim. Segundo ele, tem o cálculo na bexiga há mais de cinco anos. Procedimento – A cirurgia será endoscópica, sem cortes. A expectativa é que, por ser um procedimento pouco invasivo, o presidente possa retornar à Brasília já no sábado (26), segundo fontes próximas ao presidente. Para retirar a pedra, também chamada de cálculo, é 0. Por meio da sonda é intronduzido um aparelho muito pequeno que tem uma câmera e um laser. O laser pode tanto fragmentar o cálculo como retirar inteiro ou em partes. Caso o cálculo não seja retirado inteiro, por estrar fragmentado é expelido com a urina.

HOJE TEM AUXÍLIO EMERGENCIAL

A Caixa pagará nesta sexta-feira novas parcelas do auxílio emergencial para 5,6 milhões de pessoas. Serão beneficiados 4 milhões nascidos em setembro, do ciclo 2, que terão depositadas da 1ª à 5ª parcela de R$ 600, dependendo da data que entraram no programa. Outro 1,6 milhão do Bolsa Família, com final 7 do NIS, recebe a parcela extra de R$ 300.  No sábado, não haverá liberação de saques e o pagamento do auxílio retoma na segunda-feira (28), para 7,8 milhões nascidos em outubro e novembro. O calendário do Bolsa Família também volta na segunda, para os beneficários com final 8 do NIS. Esse grupo foi o primeiro a ganhar as parcelas residuais de R$ 300, que serão pagas até dezembro. Para os demais beneficiários, ainda não foi definido como será o pagamento, que poderá ser incluído no calendário organizado por ciclos de crédito em conta digital e saques em espécie. Os beneficiários recebem a parcela a que têm direito no período de acordo com o mês de nascimento. O pagamento é feito primeiro por débito na conta digital que pode ser movimentada por meio do aplicativo Caixa Tem. Com ele é possível pagar boletos e fazer compras na internet e nas maquininhas em mais de 1 milhão de estabelecimentos comerciais. O auxílio foi criado para a população de baixa renda e trabalhadores informais enfrentarem a crise provocada pela pandemia de coronavírus. De três parcelas, passou para cinco de R$ 600 cada. Agora mais quatro de R$ 300 até dezembro. O benefício já foi pago a 67,2 milhões de pessoas, num total de R$ 192 bilhões.

BRASIL INVESTE R$2,5 BILHÕES EM VACINAS

O governo federal editou nesta quinta-feira (24) medida provisória para liberar cerca de R$ 2,5 bilhões para o país aderir ao Covax Facility, consórcio global de governos e fabricantes para impulsionar o desenvolvimento de vacinas contra a Covid-19. Além desta, uma segunda medida, de adesão ao programa, deve ser publicada em edição extra do Diário Oficial da União desta quinta-feira. “Espera-se que, por meio deste instrumento, o Brasil possa comprar o equivalente para garantir a imunização de 10% da população até o final de 2021, o que permite atender populações consideradas prioritárias”, afirma o Palácio do Planalto em nota. A adesão permitirá o acesso ao portfólio de nove vacinas em desenvolvimento, além de outras em análise. O governo aposta na vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e a AstraZeneca contra a Covid-19. A Fiocruz ganhou aporte de R$ 2 bilhões para receber, processar, distribuir e passar a fabricar sozinha o imunizante. A ideia é que os primeiros 15 milhões de doses sejam aplicados em janeiro de 2021 no Brasil, ano em que 100 milhões de unidades devem ser distribuídas. O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou nesta quinta-feira, 24, que a pasta acompanha o desenvolvimento de todas as vacinas, e não descarta comprar doses além daquelas de Oxford. Governos estaduais também têm negociações próprias sobre vacinas. São Paulo, por exemplo, aposta na Coronavac, fabricada na China. O Paraná, por sua vez, tem negociação com a Rússia para fabricar a Sputnik V.

RGS TEM O MENOR NÚMERO DE MORTOS

Um levantamento do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) aponta o Rio Grande do Sul como o Estado que apresentou a menor elevação nas mortes provocadas por todo tipo de causa desde a chegada do coronavírus ao Brasil.   Esse indicador, chamado de excesso de mortalidade, é importante para medir os impactos diretos ou indiretos de uma pandemia sobre as condições de vida da população. Conforme o estudo nacional, ao longo de cinco meses houve 2% a mais de óbitos entre os gaúchos do que seria esperado para o período com base em uma média dos cinco anos anteriores — o patamar nacional foi 10 vezes maior e alcançou 22%. O estudo do excesso de mortalidade (óbitos que ocorrem além do projetado a partir de anos anteriores) é recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma ferramenta para medir todos os efeitos possíveis provocados por fenômenos do porte de uma pandemia. Ao sobrecarregar o sistema de atendimento, por exemplo, o coronavírus pode ampliar a taxa de óbitos por outras causas. Essa análise da mortalidade em geral também compensa eventuais subnotificações por covid-19. Provavelmente, esse desempenho está relacionado a medidas adotadas pela população que reduziram o impacto do coronavírus e evitaram uma sobrecarga da rede de atendimento que poderia ter aumentado muito a mortalidade, segundo o Epidemiologista e gerente de Risco do Hospital de Clínicas, Ricardo Kuchenbecker. Para o epidemiologista e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Paulo Petry, a diferença de impacto do coronavírus sobre a mortalidade no Rio Grande do Sul e na média nacional pode ser explicada por fatores como a qualidade da rede de atendimento, o que inclui oferta de leitos e qualificação dos profissionais de saúde.

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