STF TEM NOVO PRESIDENTE A PARTIR DE HOJE

Ao assumir a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (10), o ministro Luiz Fux citará temas que estipulou como prioridade para sua gestão, como o combate à corrupção, inovação tecnológica, direitos humanos, meio ambiente e recuperação econômica no pós-pandemia do coronavírus. Fux substitui Dias Toffoli, que comandava o STF desde 2018 e que sai de uma forma melancólica e de decisões altamente polêmicas. O problema é que ele mostrou uma parcialidade que pesaria sobre os ombros da Justiça. Fux ao que tudo indica, se posiciona simpático a operação Lava Jato. Em conversas reservadas,  Fux continua elogiando a Lava-Jato e ponderando que a importância da operação não deve ser diminuída diante de eventuais equívocos em um trabalho tão extenso. Por causa da pandemia da covid-19, a cerimônia de uma hora e meia será restrita e adaptada com divisórias de acrílico e álcool gel para evitar o contágio. A solenidade será acompanhada presencialmente por apenas 50 pessoas, um quinto das 250 cadeiras da sala de sessões plenárias. Caberá ao ministro Marco Aurélio Mello fazer uma homenagem ao novo presidente. Além dos ministros do tribunal e de familiares, também foram convidados para a posse o presidente Jair Bolsonaro e os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). No discurso de despedida na presidência do STF, na quarta-feira, Toffoli disse que houve fortalecimento da democracia no país, apesar das ameaças à instituições, nos dois anos em que presidiu a Corte.  Bolsonaro participou da cerimônia e fez gestos de aproximação ao STF, com quem travou vários embates ao longo dos últimos meses. O presidente chamou a Corte de “verdadeiro santuário” para a Justiça e disse que Fux poderá contar com seu apoio. Já Toffoli afirmou que a ida do presidente à sessão foi uma “homenagem à Corte e à democracia”.

REPRESENTANTE DO GOVERNO AFIRMA QUE PREÇOS DOS ALIMENTOS É TRANSITÓRIO

O secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, avaliou que a alta de preços de alimentos, como o arroz, é “transitória e localizada” e não traz risco para o controle da inflação. “A inflação é uma alta generalizada e recorrente. O aumento que estamos vendo agora não é generalizado, mas localizado em alguns produtos da cesta básica. Vai durar alguns meses e depois retorna à normalidade”, diz Sachsida, em entrevista ao Estadão. Argumentou o secretário que a inflação vai aumentar um pouco porque são várias questões que concorrem para isso. Tem o mercado internacional que está pressionando os preços dos alimentos para cima. Tem os programas governamentais de ajuda à população carente. Talvez demore um pouquinho, mas nada que comprometa a estabilidade de preços. Repito: é um choque localizado.

AUXÍLIO EMERGENCNIAL DE R$300,00 SAI HOJE

Os beneficiários do Bolsa Família começam a receber as novas parcelas do auxílio emergencial de R$ 300 na próxima quinta-feira. Esse grupo segue o calendário regular de pagamento do programa, que é realizado nos dez últimos dias úteis de cada mês, de forma escalonada, de acordo com final do NIS (Número de Identificação Social). Serão beneficiadas na próxima quinta 1,9 milhão de pessoas que fazem parte do programa e que tenham o NIS com final 1. O pagamento segue até o dia 30, com aqueles que têm o NIS final 0. O governo federal anunciou a prorrogação do auxílio com mais quatro parcelas de valor menor, de R$ 300 cada uma. As cinco primeiras parcelas foram de R$ 600 cada, e de R$ 1.200, para mães chefes de família. Os beneficiários recebem a parcela a que têm direito no período de acordo com o mês de nascimento. O pagamento é feito primeiro por débito na conta digital que pode ser movimentada por meio do aplicativo Caixa Tem. Com ele é possível pagar boletos e fazer compras na internet e nas maquininhas em mais de 1 milhão de estabelecimentos comerciais. Já para o Bolsa Família o recebimento do auxílio é feito da mesma forma que o benefício regular, utilizando o cartão nos canais de autoatendimento, unidades lotéricas e correspondentes Caixa Aqui, ou por crédito na conta Caixa Fácil. O auxílio foi criado para a população de baixa renda e trabalhadores informais enfrentarem a crise provocada pela pandemia de coronavírus. De três parcelas, passou para cinco de R$ 600 cada. Agora mais quatro de R$ 300 até dezembro. O benefício já foi pago a 67,2 milhões de pessoas, num total de R$ 192 bilhões.

SUPERMERCADISTAS: CESTA BÁSICA COM CUSTO MENOR

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira a apoiadores que conversou com representantes de supermercados que disseram estar empenhados em reduzir os preços dos produtos da cesta básica. “Conversei com duas autoridades dos supermercados, tá? Na ponta da linha, o preço chega pra eles, e eles estão se empenhando para reduzir o preço da cesta básica, que dado o auxílio emergencial houve um pequeno aumento no consumo”, disse. “Houve mais exportação por causa do dólar também, sabemos disso aí. Os rizicultores, os plantadores de arroz, estavam com prejuízo há mais de dez anos, mas está sendo normalizado isso aí”, completou ele, em fala transmitida pelas redes sociais. Bolsonaro voltou a garantir que não haverá “de jeito nenhum” interferência do governo no mercado e repetiu que não existe canetaço para resolver problemas da economia. Em seus comentários no Palácio da Alvorada, o presidente disse que, apesar de suas advertências anteriores, perdoa os que falavam para as pessoas ficarem em casa, deixando a economia em segundo plano. “Quando lá atrás me criticavam, eu falava o quê? Vírus e emprego. O pessoal falou: fique em casa e a economia vem depois. Apesar disso, eu perdoo quem falava isso aí”, disse, sob aplausos. “Até muitos políticos sabiam que eu tava certo, mas por vergonha queriam estar na crista da onda, cuidando da vida, o malvadão era eu. Agora eu perdoo, tá certo? A gente estava no caminho certo e estamos nos empenhando para que a economia pegar”, reforçou.

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