Pamdemia x empregos

O Brasil fechou 1.198.363 postos de trabalho de janeiro a junho deste ano, sofrendo os impactos da pandemia de coronavírus, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta terça-feira pelo Ministério da Economia. Foram 6.718.276 contratações e 7.916.639 demissões no ano. O Rio Grande do Sul foi o terceiro Estado que mais fechou empregos formais no país. Em junho, o país fechou 10.984 postos de trabalho. Foram registradas 895.460 contratações e de 906.444 demissões no mês. O setor de serviços foi o mais impactado no mês, com saldo negativo de 44.891, influenciado principalmente pelo fechamento de 35.340 postos de trabalho em alojamento e alimentação. O salário médio de contratação era de R$1.696,22 em junho. O comércio fechou 16.646 vagas formais e a indústria geral, 3.545. Na contramão, a construção e a agricultura, pecuária produção florestal, pesca e aquicultura abriram novas vagas – 17.270 postos) e 36.836 postos, respectivamente.

Políticos entram no STF contra Distanciamento Controlado

O deputado federal Ubiratan Sanderson (PSL) comentou, em live promovida pelo Lide-RS, sobre a Reclamação Constitucional que tenta suspender o decreto do governo do Estado que instituiu o modelo de Distanciamento Controlado no território gaúcho. O documento, protocolado no Supremo Tribunal Federal (STF), defende que os prefeitos devem retomar a autonomia administrativa, perdida pela medida do governador Eduardo Leite, segundo o parlamentar. “Não há autorização constitucional para que o Estado mande na governança dos municípios. É preciso retirar o protagonismo da União e Estados e repassar aos municípios”, disse o vice-líder do governo federal na Câmara dos Deputados. Segundo Sanderson, o decreto institui uma “hierarquia administrativa que não cabe. Ele (Leite) usurpa um poder que ele não tem”, afirmou o deputado. O senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) e os deputados federais Bibo Nunes (PSL), Marcel Van Hattem (Novo) e Maurício Dziedricki (PTB) também assinam o documento.

Qualidade de ensino na pandemia

A necessidade de adaptação emergencial de muitas universidades para oferecer ensino de forma remota durante a pandemia levou a maioria dos alunos de cursos presenciais de graduação no Rio Grande do Sul a perceberem queda de qualidade nas aulas. Para 52% dos estudantes do Ensino Superior presencial na rede particular do Estado, houve significativa piora na transmissão de conteúdo neste período. Os dados fazem parte da pesquisa “O comportamento do aluno de Ensino Superior presencial durante a pandemia”, divulgada nesta terça-feira (28) pela instituição de crédito universitário PraValer. Foram entrevistados 955 estudantes de instituições particulares de Ensino Superior em todas as regiões do Brasil sobre EAD, qualidade das aulas, renovação de matrícula e o tempo de estudos na modalidade virtual. Apesar de identificarem uma queda na qualidade das atividades, a maioria dos alunos quer continuar matriculada: 72,82% dos entrevistados informaram que pretendem renovar matrícula no próximo semestre. ara 75,89% dos entrevistados, essa foi a primeira experiência com ensino remoto – já no Rio Grande do Sul, esse total é menor, contemplando 61% dos universitários ouvidos na pesquisa. Entre os principais pontos negativos apontados estão a ausência de contato com colegas e professores, a utilização de uma plataforma de estudos ruim, a falta de um local adequado para estudar e a dificuldade para manter a disciplina. Já os pontos positivos incluem mais tempo para a a família, a possibilidade de estudar de qualquer lugar, o horário flexível e o valor menor da mensalidade – muitas vezes, reduzido pelas universidades para conter a evasão.

AMESNE se reúne para tomar posição sobre a bandeira vermelha

O Governo do Estado não aceitou o pedido de reconsideração e a macro serra permanece na classificação de bandeira vermelha do Modelo de Distanciamento Controlado. Dos 36 municípios que compõem a AMESNE, 14 (quatorze) atendem aos critérios da Regra 0-0 e, por isso, poderão seguir os protocolos da bandeira laranja. Para o Presidente da entidade e Prefeito de Cotiporã, José Carlos Breda, o governo, novamente, não foi sensível aos esforços da região e argumentos apresentados para o governador, razão pela qual, a Amesne se reúne mais uma vez para tomar uma nova posição.

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