Temporal deixa estragos e morte no RS

A chuva forte e as rajadas de vento previstas pela meteorologia por conta do novo ciclone que chegou ao RS se concretizaram durante toda a terça-feira. Segundo a MetSul, as precipitações superaram 200 mm em localidades da Metade Norte, causando inundações e deslizamentos de terra pelo Estado. Um homem foi soterrado em Caxias do Sul. Em Porto Alegre, onde a chuva chegou a 105 mm, houve alagamentos e bloqueios de vias por quedas de árvores. Não há relatos de feridos na Capital. De acordo com a Defesa Civil do Estado, além de provocar a mrte de um homem em Caxias do Sul por conta de um deslizamento, o temporal obrigou 341 pessoas a saírem de casa, sendo que 276 pessoas estão desabrigadas e outras 65 estão desalojadas. Ao menos seis municípios registraram estragos em função do temporal.  A estimativa da Defesa Civil é de que 320 casas foram afetadas por inundações no Rio Grande do Sul. 

Fraude ao Auxílio Emergencial

O Tribunal de Contas da União (TCU) concluiu que 20.629 pessoas que moram no Rio Grande do Sul são suspeitas de fraudarem o auxílio emergencial de R$600,00. Ao todo, R$ 14,3 milhões foram parar indevidamente no bolso de quem não precisa.  Isso representa 3% do total de pagamentos indevidos em todo o país apurados pelo TCU. No total, foram identificados 620 mil benefícios fraudados no Brasil. Entre esses suspeitos de fraude no Estado, estão 9.156 pessoas que já recebem algum tipo de benefício do INSS, como aposentadoria ou auxílio-doença. Um total de 1.985 pessoas que receberam os R$ 600 são servidores ou pensionistas do Estado e mais 807 são servidores federais. O Ministério da Cidadania pagou o benefício também para 257 pessoas que sacaram o dinheiro em nome de quem já morreu. Além disso, o TCU flagrou 407 beneficiários do auxílio emergencial com renda maior que aquela estabelecida pela medida provisória: renda individual de R$ 552,50 ou familiar de R$ 3.135. 

Um despacho do Tribunal de Contas da União (TCU) acendeu um alerta na equipe econômica para o risco de Judiciário e Ministério Público elevarem suas despesas em R$ 1,5 bilhão sem esbarrar no teto de gastos, que limita o avanço das despesas à inflação. A corte de contas reconheceu que o Ministério Público da União pode incorporar ao seu orçamento limites retroativos não concedidos no teto de gastos em 2017 e 2018. Na prática, o MPU vai poder gastar mais R$ 228,5 milhões neste ano, como julgar mais conveniente. O Judiciário também poderá ser beneficiado, caso peça o mesmo tratamento, por isso o risco do impacto bilionário.

Ano escolar: cancelada obrigatoriedade do número de horas aula

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira a medida provisória que suspende a obrigatoriedade de escolas e universidades de cumprirem a quantidade mínima de dias letivos neste ano por causa da pandemia do coronavírus . Os estabelecimentos de educação infantil ficam dispensados de cumprir os 200 dias do ano letivo e também a carga mínima de 800 horas. No caso das escolas de ensino fundamental e médio, fica mantida a obrigação de cumprir a mesma carga horária, mas não precisam seguir o número mínimo de 200 dias. O texto agora, convertido em projeto de lei, segue para o Senado. A relatora da MP, deputada Luisa Canziani (PTB-PR), acrescentou a previsão de que a União terá de prestar assistência técnica e financeira aos Estados e municípios para a adoção de medidas necessárias ao retorno das aulas. A União também terá de apoiar o desenvolvimento das atividades pedagógicas não presenciais.

Estradas Interditadas

A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Meio Ambiente informa que as estradas de acesso à Barros Cassal e à comunidade de Nossa Senhora dos Navegantes estão temporariamente interditadas. Equipes da secretaria já estão trabalhando nos locais. Porém, solicita-se que a população não utilize estes acessos.

Projeto Cidade Resiliente

O Projeto Cidade Resiliente foi aderido em Veranópolis pela Secretaria de Desenvolvimento Social, Habitação e Longevidade, por meio da indicação da Coordenadora de Projetos Sociais da Ceran, Daniela Toller, com apoio do Prefeito Waldemar De Carli e dos Conselhos Municipais do Idoso e dos Direitos da Criança e do Adolescente. No município, o projeto está sendo conduzido pela Pesquisadora e Doutora Daniella Gasperin, com o intuito de atender as vulnerabilidades sociais existentes na Terra da Longevidade. Com o Certificado de Compromisso com a Resiliência aos Desastres, assinado em abril deste ano, o Projeto Veranópolis Cidade Resiliente visa uma eficiência administrativa para a redução de vulnerabilidades fortalecendo a Governança e a Democracia Participativa. Desse modo, o Projeto tem por objetivo tornar a comunidade Veranense com melhor resposta de adaptação, superação e fortalecimento frente a uma adversidade, sensibilizando os cidadãos sobre a importância de uma cultura resiliente.
A Gestão Pública busca o aperfeiçoamento da responsabilidade socioambiental e a consolidação de políticas que promovam a inclusão social e o fortalecimento do vínculo com a comunidade, reduzindo, assim, as vulnerabilidades frente às ameaças naturais. Sendo assim, os próximos passos para a aplicação do projeto já estão desenhados. Em agosto acontecerá a apresentação oficial do projeto para a comunidade em geral e gestão administrativa. Para 2021, haverá um calendário de oficinas que abordarão temas direcionados a Inteligência Emocional para variados grupos da comunidade.

Comentários