Bolsonaro escolhe o novo Ministro da Educação

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) escolheu, nesta sexta-feira (3), o secretário de educação do Paraná, Renato Feder, para assumir o Ministério da Educação. Feder se formou em Administração pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) e fez mestrado em Economia na USP (Universidade de São Paulo). Ainda foi professor da EJA (Educação de Jovens e Adultos), deu aulas de matemática por 10 anos e foi diretor de escola por 8 anos. O currículo inclui ainda assessoria voluntária da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. Aos 24 anos, em 2003, assumiu uma empresa de tecnologia, que se tornou bilionária. Deixou o cargo de CEO da empresa para assumir a secretaria do Paraná. Agora, como titular do ministério, terá que assumir uma frente para coordenar uma resposta educacional em relação à pandemia do novo coronavírus. Entre os principais desafios, estão a realização das provas do Enem (Exame Nacional de Ensino Médio) e volta às aulas.

O presidente Jair Bolsonaro sancionou a lei que torna obrigatório o uso de máscara em espaços públicos e privados acessíveis ao público. A determinação está publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (3). Também é preciso usar as máscaras em vias públicas, em transportes públicos, em veículos de transporte remunerado privado individual de passageiros por aplicativo ou por meio de táxis, ônibus, aeronaves ou embarcações de uso coletivo fretados. A lei também determina sobre a adoção de medidas de assepsia de locais de acesso público e sobre a disponibilização de produtos de limpeza aos usuários durante a vigência das medidas para enfrentamento da Covid-19.

O governador do Rio Grande do Sul fez um apelo aos gaúchos nesta quinta-feira (2), alertando para que a população fique em casa em meio a estágio crítico da pandemia do novo coronavírus. Em vídeo, Eduardo Leite disse que “os próximos dias 15 dias serão cruciais”. Na data de hoje, o Estado completa 15 semanas em estado de calamidade pública. A preocupação é diante da chegada do frio intenso, que pode sobrecarregar o sistema de saúde. Quase metade do Rio Grande do Sul (46% da população) está sob bandeira vermelha, conforme o modelo de Distanciamento Controlado. O Estado tem  mais de 30 mil casos confirmados de Covid 19 e 638 morte .”O apelo não é só meu. É de todos que pensam e agem com racionalidade. Nos próximos 15 dias, fique em casa, lave as mãos, use máscara, respeite os protocolos e faça a sua parte. Porque especialmente em uma pandemia, em que o vírus circula sem encontrar barreiras, o governo não governa sozinho”, afirmou Leite. O governador destacou os esforços realizados pelo governo até aqui, como a ampliação em 75% da capacidade de hospitalar. De 933 leitos UTI adulto SUS antes da pandemia, o total deve chegar a 1.630 nos próximos dias. Mas reforçou que é necessário retomar aos níveis de isolamento observados no início de abril. Leite ainda agradeceu os esforços empreendidos por empresas, instituições e toda a população, lamentando a perda de mais de 600 vidas até aqui, além de empregos, aulas e projetos. “Estamos todos cansados, somos todos humanos, mas não é hora de desistir”, reforçou Leite.

Polícia Federal denuncia José Serra

O Ministério Público Federal em São Paulo denunciou nesta sexta-feira (3) o ex-governador paulista e hoje senador Jose Serra (PSDB) sob acusação de lavagem de dinheiro transnacional. A filha do tucano, Verônica, também foi denunciada pela equipe da Lava Jato de São Paulo. Com autorização da Justiça Federal, oito mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em São Paulo e no Rio de Janeiro nesta sexta-feira para dar andamentos às investigações. Segundo a denúncia, nos anos de 2006 e 2007, Serra “valeu-se de seu cargo e de sua influência política para receber, da Odebrecht, pagamentos indevidos em troca de benefícios relacionados as obras do Rodoanel Sul”. De acordo com as investigações, Jose Amaro Pinto Ramos e Verônica Serra constituíram empresas no exterior, ocultando seus nomes, e por meio delas receberam os pagamentos que a Odebrecht destinou ao então governador paulista. Serra governou o estado de 2007 a 2010.

A Expointer 2020 não ficou imune às restrições impostas pelo coronavirus. Diante do avanço da pandemia, a Secretaria Estadual da Agricultura confirmou, nesta quinta-feira (2), o cancelamento da tradicional feira do agronegócio. O evento é realizado anualmente no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, na Região Metropolitana. Pelo cronograma original, a Expointer estava prevista para o final de agosto. Em junho, até chegou a ser transferida para o período de 26 de setembro a 4 de outubro. Mas, em razão da pandemia, acabou cancelada. Prefeito de Esteio, Leonardo Pascoal lembra que organizadores já vinham estudando a medida. Ele menciona que a decisão “foi difícil”, mas necessária para “resguardar a segurança sanitária” do público e dos expositores. Segundo o prefeito, o maior impacto para a economia do municípios é a frustração com empregos temporários que o evento costuma gerar. – Este ano é carregado de simbolismo porque o parque completa 50 anos. Mas a comemoração vai ficar para 2021 – frisa Pascoal.

O presidente Jair Bolsonaro anunciou que vai sobrevoar, no próximo sábado (4/7), alguns municípios de Santa Catarina que foram atingidos pela passagem de um ciclone bomba nos últimos dois dias. O efeito natural atingiu os três estados do Sul, mas foi em Santa Catarina onde deixou mais estragos: tempestades com ventos de até 90 km/h atingiram 135 cidades, destruindo imóveis e causando a morte de ao menos nove pessoas na unidade da Federação e o desaparecimento de duas. Até o momento, também foi registrado um óbito no Rio Grande do Sul. “Sábado agora vamos para Santa Catarina. Tivemos um problema sério lá. Nunca tinha ouvido falar de ciclone bomba”, disse o presidente, durante live nas suas redes sociais nesta noite. Segundo Bolsonaro, os governadores de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná já foram contatados pelo governo federal, que se colocou “à disposição do que for possível para atender a reconstrução de parte da destruição e ajuda humanitária também”. 

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