EUA envia R$5,21 milhões para o Brasil

Os Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira, 1º, que vão fornecer um fundo de apoio econômico de 950.000 dólares (aproximadamente 5,21 milhões de reais) ao Brasil para combater os efeitos da pandemia de coronavírus. O comunicado da embaixada americana não deu mais detalhes, mas informou que a quantia deve ser destinada a “incentivar investimentos do setor privado na mitigação dos impactos, não relacionados à saúde, da Covid 19 nas populações urbanas e rurais vulneráveis do Brasil, com foco na região amazônica.” O presidente americano evitou criticar diretamente Jair Bolsonaro, mas reconheceu o período difícil que o país enfrenta. “É amigo meu, um grande homem, o presidente do Brasil, mas eles estão tendo um momento difícil”.

ANVISA pesquisa remdesivir

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou nesta sexta-feira que vai se reunir nos próximos dias com o fabricante do medicamento remdesivir, que teve o uso autorizado nos Estados Unidos em pacientes com coronavírus em estado grave, para avaliar o interesse e a viabilidade do fornecimento do remédio no Brasil. “A Anvisa está em contato com a Gilead, empresa que fabrica o remdesivir no exterior, a fim de acompanhar a evolução dos estudos do medicamento para o tratamento da Covid-19. Nesta sexta-feira (01/5), a Food and Drug Administration (FDA) autorizou o uso do medicamento nos Estados Unidos para tratamento da doença em pacientes hospitalizados em estado grave. Nos próximos dias, a Anvisa fará reunião com a fabricante para verificar o interesse e a viabilidade do fornecimento do medicamento no Brasil”, disse a Anvisa, em nota. Em nota, o Ministério da Saúde disse que participa, por meio da Fiocruz, de uma pesquisa comandada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que estuda a eficácia de diversos medicamentos no combate ao coronavírus, entre eles o Remdesivir.  A pasta afirmou ainda que acompanha diariamente a publicação de pesquisas que avaliam resultados de aplicação de remédios contra a doença e que, ao lado do Ministério da Ciência e Tecnologia, destinou R$ 50 milhões para linhas de pesquisa sobre o tema.

Google mostra Brasil na quarentena.

Mais pessoas ficaram em casa no Brasil, Japão e Cingapura em abril, durante aumento de novos casos de coronavírus nestes países, enquanto pessoas nos Estados Unidos e na Austrália voltaram aos parques e empregos à medida que as taxas de infecção diminuíam, segundo dados do Google. A atualização semanal mais recente dos padrões agregados de viagem que o Google coletou de telefones de seus usuários apontou para um aumento da desobediência a determinações de isolamento em vigor desde março, mas uma conformidade crescente com as emitidas no mês passado. Os dados, publicados online pela unidade da Alphabet no final da quinta-feira, compararam o deslocamento diário a locais de comércio e lazer, parques, estações de trem e ônibus, supermercados e locais de trabalho. As tendências foram variadas no Brasil, onde o vírus começou a aparecer em bairros ricos e se transferiu para as favelas. A queda nas visitas a bares, cinemas e locais semelhantes ficou estável no final de abril, mas as idas aos locais de trabalho e parques voltaram a subir. Recomendações de isolamento permanecem em vigor no Brasil, embora o presidente Jair Bolsonaro tenha classificado repetidamente essas medidas como extremas.

Comentários