Laudo confirma: morte de jovem não foi decorrente de espancamento

A morte do jovem Henrique Aschidamini, 24 anos, natural de Veranópolis, e que há pouco tempo morava em Guaporé, não foi decorrente de agressões físicas provocada por cerca de quatro jovens na madrugada do sábado, dia 28 de abril, na área central da ?Capital da Hospitalidade?. A conclusão final, através de laudo remetido à Delegacia de Polícia (DP), de Guaporé, é dos médicos do Instituto Geral de Perícias (IGP). O documento, composto por duas páginas, foi encaminhado nesta semana para ser incluído no Inquérito Policial (IP) que está sendo concluído pelo delegado Tiago Lopes de Albuquerque, responsável pelo caso que chamou a atenção da comunidade da Serra Gaúcha.
Os exames realizados pela equipe de peritos não apontaram o uso de substâncias ilícitas (drogas) e nem a possibilidade da ingestão de veneno e/ou medicamentos que possam ter levado a morte. No laudo, a conclusão de que Aschidamini não sofreu lesões nos ossos, em especial na face, crânio ou na caixa torácica (curvatura das costelas, osso esterno e a coluna vertebral). A vítima, conforme o IGP, registrava no rosto uma pequena equimose no olho e discreta escoriação. O documento, anexo ao IP, indica que o jovem estava com quantidade elevada de bebida no sangue (12 decigramas por litro de sangue) e um conteúdo pastoso no estômago.
– A conclusão, analisada pelos médicos-peritos do IGP, é que a morte de Aschidamini não foi ocasionada por espancamento decorrente da briga com os outros jovens. Sabemos, através dos depoimentos, que houve agressões, mas essas sequer geraram marcas significativas no corpo da vítima. Ou seja, não foi interferência externa que ocasionou a morte, disse o delegado.
Uma das hipóteses, a mais provável, é que o jovem tenha morrido asfixiado, ou seja, sufocado com o próprio vômito. Ele, conforme relatos dos familiares em depoimentos à DP de Guaporé, sofria com convulsões. No dia fatídico, Aschidamini chegou a ser internado no Hospital Manoel Francisco Guerreiro às 6h02min, mas 1h43min após houve a constatação da sua morte pela equipe médica.
– Ouvimos testemunhas e muitas pessoas que, na madrugada, estiveram com o jovem. Câmeras de vigilância, mensagens de whatsapp, fotos e depoimentos dos envolvidos na briga colaboraram para que tivéssemos um norte na investigação. Volto a repetir: a Polícia Civil trabalha com elementos técnicos e não com ?achismos?. O caso, após excelente trabalho do setor de investigação da DP de Guaporé, está próximo de ser finalizado, destacou.
O delegado Albuquerque afirmou que o Inquérito Policial (IP) deverá ser concluído nos próximos dias. Após, será encaminhado para o Poder Judiciário. Os jovens, que envolveram-se na briga com Aschidamini, devem ser indiciados pelo crime de lesão corporal leve, caso haja interesse da família em representar pelo caso.

Foto: Eduardo Cover Godinho

Fonte: Eduardo Godinho Rádio Aurora

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